Se vai vender produtos em marketplaces como a Amazon, o AliExpress ou o eBay, ou na sua própria loja online, mais cedo ou mais tarde irá deparar-se com os códigos de barras EAN. Neste guia explicamos o que é um código de barras EAN, como se estrutura, em que se distingue do UPC e do GTIN e —o mais importante se chegou até aqui— como obter os seus em poucos minutos para começar a publicar produtos hoje mesmo.
O que é um código de barras EAN?
O EAN (do inglês European Article Number, Número de Artigo Europeu) é um sistema de codificação que identifica de forma única cada produto de consumo através de um código de barras numérico. Nasceu na Europa como evolução do UPC norte-americano e hoje é uma norma internacional gerida pela organização GS1 e adotada em mais de cem países.
A sua função é simples mas essencial: permite que qualquer leitor ótico —o scanner de uma caixa de supermercado, o de um armazém ou o sistema de um marketplace— identifique o produto a grande velocidade e recupere a sua informação associada (nome, preço, stock) sem digitar nada. No comércio online, além disso, o EAN é a "matrícula" que as plataformas usam para associar a sua oferta ao produto correto dentro do seu catálogo global.
Quando falamos de "código de barras EAN", referimo-nos quase sempre ao EAN-13, o formato de 13 dígitos que verá praticamente em qualquer produto de uma prateleira de loja.
Como se estrutura um código EAN-13?
O EAN-13 é composto por 13 dígitos organizados em quatro blocos:
- Prefixo de país (2-3 dígitos): identifica a organização GS1 que emitiu o intervalo de números. Os prefixos que começam por 84 (840-849) correspondem à GS1 Espanha, mas indicam onde a empresa se registou, não onde o produto é fabricado. Não existe um "EAN-84" como formato à parte: o 84x é simplesmente o início de um EAN-13 espanhol.
- Número de empresa: identifica o proprietário da marca ou o fabricante dentro da base de dados da GS1.
- Número de produto: atribui um identificador único a cada artigo concreto dessa empresa.
- Dígito de controlo (1 dígito): é calculado matematicamente a partir dos doze anteriores e permite que o scanner detete erros de leitura.
Um diagrama com a anatomia do EAN-13 (prefixo, empresa, produto e dígito de controlo) ajuda muito a visualizá-lo; veremo-lo numericamente na secção seguinte.
Como se calcula o dígito de controlo
O último dígito não é arbitrário: obtém-se com um algoritmo baseado no módulo 10. O procedimento, sobre os 12 primeiros dígitos, é:
- Multiplique por 1 os dígitos em posição ímpar (1.º, 3.º, 5.º…) e por 3 os dígitos em posição par (2.º, 4.º, 6.º…).
- Some todos esses resultados.
- Calcule quanto falta para chegar à dezena seguinte (ou seja, 10 menos o resto da divisão da soma por 10). Esse número, de 0 a 9, é o dígito de controlo.
Por exemplo, para os 12 dígitos 400638133393: a soma ponderada dá 60; o resto módulo 10 é 0, pelo que o dígito de controlo é 0 e o EAN-13 completo é 4006381333930. Não precisa de fazer isto à mão: quando compra os seus códigos, estes já vêm com o dígito de controlo calculado e verificado, mas perceber o cálculo ajuda-o a detetar um código mal copiado.
EAN-13 vs EAN-8: qual preciso?
Existe uma versão reduzida, o EAN-8, de apenas 8 dígitos, pensada para produtos muito pequenos nos quais não cabe fisicamente um código de 13 dígitos: cosméticos, pastilhas, canetas, porta-chaves. Para a imensa maioria dos produtos —e praticamente sempre que vende em marketplaces— a norma é o EAN-13.
Se tem dúvidas sobre que formato encomendar, explicamos ao detalhe as diferenças entre EAN-13 e EAN-8 e quando usar cada um. Regra rápida: comece sempre pelo EAN-13 e reserve o EAN-8 apenas para embalagens minúsculas.
EAN, UPC e GTIN: as diferenças
É habitual confundir estes termos, mas a relação é simples: o GTIN é a família e o EAN/UPC são membros dessa família.
- UPC-A (Universal Product Code): a norma de 12 dígitos usada principalmente nos Estados Unidos e no Canadá.
- EAN-13: a norma de 13 dígitos usada no resto do mundo. De facto, um UPC-A de 12 dígitos converte-se em EAN-13 antepondo-lhe um 0.
- GTIN (Global Trade Item Number): o termo abrangente que os engloba a todos. Um EAN-13 é um GTIN-13 e um UPC-A é um GTIN-12. Por isso, quando a Amazon ou a Google lhe pedem um "GTIN", o seu código EAN-13 serve perfeitamente.
| Formato | Dígitos | Equivale a | Uso principal |
|---|---|---|---|
| EAN-13 | 13 | GTIN-13 | Norma mundial; o que precisa para vender online |
| EAN-8 | 8 | GTIN-8 | Produtos minúsculos sem espaço para o EAN-13 |
| UPC-A | 12 | GTIN-12 | EUA e Canadá |
| GTIN-14 | 14 | — | Caixas e embalagens de agrupamento (logística) |
Para que preciso de um código EAN ao vender online?
A maioria dos marketplaces exige um GTIN/EAN para publicar um produto, porque é a forma de o identificar de maneira inequívoca dentro do seu catálogo global:
- Amazon: requer um EAN/UPC válido para criar a maioria das fichas de produto (exceto marcas com isenção GTIN). Explicamo-lo em detalhe em códigos de barras para a Amazon e no guia de como carregar produtos na Amazon com o seu EAN.
- Outros marketplaces: usam o EAN para associar a sua oferta ao produto e melhorar a sua visibilidade. Temos guia específico de códigos de barras para o AliExpress, código de barras para o eBay e EAN para o Google Shopping.
- O seu próprio e-commerce: agiliza inventário, caixa e logística. É muito simples adicionar códigos EAN no Shopify ou configurar os seus EAN no PrestaShop.
- A sua própria marca ou fabrico: se produz os seus artigos, veja como gerar o código de barras para o seu próprio produto.
Um EAN por produto e por variante
Este é o erro que sai mais caro: cada produto e cada variante precisa do seu próprio código único. Se vende uma t-shirt em três tamanhos (S, M e L), não é um EAN, são três EAN diferentes. E se essa t-shirt existe ainda em duas cores, são seis combinações, ou seja, seis códigos. Calcule bem o número de variantes antes de comprar para não ficar a faltar nem ter de repetir o processo.
GS1 vs revendedores: de onde vêm os códigos?
Aqui está a dúvida de confiança que quase toda a gente coloca. Há dois caminhos para obter códigos EAN válidos:
- Registar-se diretamente na GS1: obtém um prefixo de empresa próprio, mas implica uma taxa de adesão e quotas anuais recorrentes. Faz sentido se vai registar milhares de referências e precisa do seu próprio prefixo de marca.
- Comprar a um revendedor como a EAN CODA: adquire códigos EAN legítimos e plenamente funcionais provenientes de intervalos GS1, pagando uma única vez e sem quotas anuais. É a opção mais rápida e económica para a maioria dos vendedores online.
Sejamos transparentes: não somos a GS1 nem lhe emitimos um prefixo de empresa próprio. Atribuímos-lhe códigos GS1 válidos sob um modelo de revenda, o que lhe permite começar a vender em minutos e sem quotas. Para vender na Amazon, no eBay, no AliExpress ou na sua loja, é exatamente isso que precisa.
Erros frequentes ao usar códigos EAN
- Reutilizar um EAN em várias variantes: usar o mesmo código para tamanhos ou cores diferentes gera conflitos de catálogo e rejeições na Amazon.
- Dígito de controlo mal copiado: digitar o código à mão e mudar um algarismo faz com que o leitor o dê por inválido. Copie sempre o número exato que recebe.
- GTIN duplicado: tentar publicar um produto com um EAN já associado a outra ficha provoca erros. Cada referência, o seu código.
- Formato de imagem incorreto: carregar um código em baixa resolução que o scanner não lê, ou usar para impressão um ficheiro pensado para ecrã.
Que formatos recebe e para que servem
Quando compra os seus códigos, recebe-os prontos a usar em vários formatos consoante o destino:
- JPEG / PNG: ideal para a web, as fichas de marketplace e o uso digital.
- EPS / TIFF: vetorial e de alta qualidade, pensado para a impressão e a etiquetagem de produto físico, onde a nitidez é crítica para que o scanner leia sem falhas.
Perguntas frequentes sobre os códigos EAN
O EAN identifica o país de fabrico?
Não. O prefixo (por exemplo, 84x para Espanha) indica a organização GS1 que registou o intervalo de números, ou seja, onde a empresa se registou, não onde o produto é fabricado. Um produto fabricado na Ásia pode perfeitamente levar um EAN com prefixo espanhol.
Preciso de ser sócio da GS1?
Não é obrigatório. Pode registar-se na GS1 com as suas quotas anuais, ou comprar códigos EAN válidos a um revendedor como a EAN CODA com um único pagamento. Para vender online, ambos funcionam de igual modo nos marketplaces.
Os códigos EAN caducam?
Não. Uma vez que os compra e os atribui aos seus produtos, são seus para sempre e não implicam renovações nem quotas. Enquanto não der baixa do produto, o código continua válido.
Posso reutilizar um EAN em vários produtos?
Não deveria. A regra é um código único para cada produto e cada variante. Reutilizá-lo provoca duplicados, conflitos de catálogo e rejeições em plataformas como a Amazon.
O meu EAN serve como GTIN na Amazon?
Sim. Quando a Amazon lhe pede um "GTIN", o seu código EAN-13 cumpre o requisito, porque um EAN-13 é um GTIN-13. A não ser que a sua marca tenha uma isenção GTIN concedida, precisará de um EAN válido para criar a ficha.
Quanto custa um código EAN?
Na EAN CODA, a partir de 3 € por código, em pagamento único e sem quotas anuais. Quantos mais comprar, menor é o preço por unidade. Recebe-os por e-mail em minutos.
Como obtenho os meus códigos de barras EAN?
Com a EAN CODA o processo é imediato: escolhe a quantidade de códigos de que precisa, efetua o pagamento de forma segura e recebe os seus códigos EAN por e-mail em poucos minutos, nos formatos de que precisar (JPEG, EPS ou TIFF). São códigos GS1 válidos, sem quotas anuais: paga uma vez e são seus para sempre. Além disso, terá ferramentas gratuitas para gerir, etiquetar e faturar os seus códigos a partir do seu painel.
Comprar os seus códigos EAN agora → A partir de 3 €, pagamento único, entrega em minutos e formatos prontos para web e impressão.